Ontem, 27 de novembro, a kombi do Guilherme mais uma vez, saiu recolhendo a galera, rumo ao Cohab de Icoaraci.
Como o Guilherme ia participar de uma confraternização no mesmo horário, me deu a chave da Perua bege prá levar os convivas até ao salão de recepção Cica's, agora com cozinha nova e ampliada.
Lista de passageiros: Eu, Nen, André, Márcia, Beatriz, Izabela, Daniela, o bolo, tres caixas de salgados, Jorge, a mamãe o Flávio.
Muita alegria num ambiente simples de gente simples. Como sempre ninguém se lembrou de comprar velas de aniversário e, como sempre, a idéia genial de se colocar palitos de fósforos no bolo surgiu, enchendo o bolo de carvãozinhos e cinzas. Cantaram tanto parabéns, é pique-é pique, com-quem-vai-casar e outras perólas do cancioneiro parabenzístico.
A vovó sentadadinha tentou falar agradecendo, mas se engasgou, não sei se com o refrigerante ou com a emoção e teve um acesso de tosse danado que nos assustou. Após alguns instantes de tensão, ela se acalmou e pudemos dar continuidade às conversas, que claro, foi de buscar lembranças de molecagens do Inácio, da mamãe, da Constancia, da Cici e os outros filhos dela.
Em meio a algaravia(égua, uma palavra dificil) de vozes ela resolveu revelar um episódio: -Eu vou contar uma do José Maria ( ai todo mundo claro , me encarnou), disse ela com a voz meio baixa.
"-Quando a Mariazinha estava esperando o Zé Maria, várias vezes o Zezé(o papai) foi buscar a parteira e o menino não nascia. Até que ele nasceu. Mas ele(eu) chorava muito e não queria dormir.Todo dia era esse desassossêgo. Ai eu disse, espera! Dai quando a Maria zinha não estava vendo, eu peguei uma colher de vinho e 'temperei' a mamadeira dele e dei prá ele beber. Ai ele 'descangotou' ".
Então, claro, a risadagem, na cozinha de lajota xadrez da Cici, correu solta com a vovó completando, satisfeita orelato, dizendo que, "então pronto, agora o Zé maria só queria dormir depois de tomar a mamadeira temperada com o Olho de boi".
Essa vovó!!!!!
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sábado, 28 de novembro de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
A casa da Vovó.
Vovó é uma mulher forte. Lembro quando o vovô teve aquele AVC que ficou anos de cama, até falecer. Me dava a maior angústia vê-lo daquele jeito. Me impressionava a força e dedicação da vovó cuidando-o, alimentando-o, banhando-o, etc.
Lembro das duas casas da vovó. Primeiro aquela de barro e teto de palha, lá na rua Liberato de Castro. Esta ficava na pista. Era uma casa arrumadinha, com moveis de palinha. Armários de madeira polida, com as suas prateleiras enfeitadas com um papel, (desses de embrulho, coloridos, que as mulheres faziam uma série de dobras e então faziam alguns cortes estratégicos, delicados e apos desdobrar, o papel ficava com um aspecto de renda, com uns buraquinhos quadrados, triangulares, etc. dependia da forma como se dobrava e dos cortes que se dava) milhares de bibelôs de louça, vasinhos feitos de lata encapada com papel de embrulho. A casa cheirava a carvão, cheiro verde, jasmim, madeiras, alvaiade(era um produto que o vovô usava, ele era carpinteiro). Essa casa tinha, como eu já disse, paredes de barro, que era moldado em uma armação de paus( dessa casa era uma madeira fibrosa que soltava umas lascas compridas, boas prá estrepar o dedo). Como bom moleque, eu esperava quando ninguém estava olhando e cutucava com o dedinho o barro seco e ele esfarelava, caindo no chão. Eu gostava também de arrancar umas lascas da madeira prá queimar no fogão de carvão. Eu gostava de sentir o cheiro da madeira queimando.
Lembro das duas casas da vovó. Primeiro aquela de barro e teto de palha, lá na rua Liberato de Castro. Esta ficava na pista. Era uma casa arrumadinha, com moveis de palinha. Armários de madeira polida, com as suas prateleiras enfeitadas com um papel, (desses de embrulho, coloridos, que as mulheres faziam uma série de dobras e então faziam alguns cortes estratégicos, delicados e apos desdobrar, o papel ficava com um aspecto de renda, com uns buraquinhos quadrados, triangulares, etc. dependia da forma como se dobrava e dos cortes que se dava) milhares de bibelôs de louça, vasinhos feitos de lata encapada com papel de embrulho. A casa cheirava a carvão, cheiro verde, jasmim, madeiras, alvaiade(era um produto que o vovô usava, ele era carpinteiro). Essa casa tinha, como eu já disse, paredes de barro, que era moldado em uma armação de paus( dessa casa era uma madeira fibrosa que soltava umas lascas compridas, boas prá estrepar o dedo). Como bom moleque, eu esperava quando ninguém estava olhando e cutucava com o dedinho o barro seco e ele esfarelava, caindo no chão. Eu gostava também de arrancar umas lascas da madeira prá queimar no fogão de carvão. Eu gostava de sentir o cheiro da madeira queimando.
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VOVÓ ZENOR
Estive hoje de manhã com a vovó. Cheguei lá na casa da Cici e a encontrei em meio as panelas. A mamãe também estava lá. Fui direto ao quarto da vovó. Ela estava deitadinha com os olhos fechados. Pensei que ela estava dormindo mas não estava. A voz dela estava meio fraca e as palavras saindo meio mal articuladas. Mas ela me pareceu bem. Depois de algum tempo ela foi falando com mais facilidade e me contou as aventuras da semana. Idas e vindas ao médico. Ela me disse que não estava conseguindo dormir. A mamãe me disse que chegando no médico a vovó pediu que o médico passasse um remédio prá dormir. O médico receitou ,mas ela insistiu que queria tomar um logo. Tomou. Acontece que o trajeto é longo e no meio do caminho dona Zenor "chinou". Ai "disque" quando chegaram em casa foi um sofoco prá tirarem ela do carro.
Hoje eu achei ela relativamente bem e posso até dizer que ela ainda vai tomar muito caribé(ela adora).
Hoje eu achei ela relativamente bem e posso até dizer que ela ainda vai tomar muito caribé(ela adora).
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