segunda-feira, 30 de novembro de 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

NIVER DA VOVÓ - 2009 - MUITA SAÚDE


A data na foto está incorreta. O correto é 27/11/2009.

Seu Celino

No dia 21-11-09 houve uma reunião de 30 anos de uma turma do NPI, escola da Ufpa. Eu fui com a Celina, aluna aplicada da turmae o pai dela, seu Celino Álvaro. Foi uma festa chique, lá no restaurante da casa do governardor. Em meio ás emocionadas homenagens a professores e dirigentes da época, destaco a homenagem que foi feita ao seu Celino, servente multiprofissional da escolhinha. Na foto ele recebe a placa prateadae as palavras douradas, agradecidas de uma ex-aluna, Alinne,( filha do professor Camilo Viana) em reconhecimento à contribuição dada à educação daquelas  crianças e às muitas vezes em que ele, extrapolando suas funções, acolhia os alunos chorosos em seus primeiros dias de aula, tratando-os com carinho e outros gestos generosos. Ele me disse que muitas vezes carregou, do carro dos pais, até a sala de aula, alunos que hoje são importantes personalidades da sociedade,
Durante a festa, muitas foram as pessoas que se dirigiram até a mesa para cumprimentá-lo, muitos faziam a pergunta: "O senhor se lembra de mim?" E ele se alegrava com entusiasmo ao reconhecer as pessoas.
Grande figura o seu Celino em sua simplicidade e autenticidade, sempre me dando lições de como ver os outros sem discriminação e demonstrar entusiasmo em recebe-las.




97 anos da dona Zenor

Ontem, 27 de novembro, a kombi do Guilherme mais uma vez, saiu recolhendo a galera, rumo ao Cohab de Icoaraci.
Como o Guilherme ia participar de uma confraternização no mesmo horário, me deu a chave da Perua bege prá levar os convivas até ao salão de recepção Cica's, agora com cozinha nova e ampliada.
Lista de passageiros: Eu, Nen, André, Márcia, Beatriz, Izabela, Daniela, o bolo, tres caixas de salgados, Jorge, a mamãe o Flávio.
Muita alegria num ambiente simples de gente simples. Como sempre ninguém se lembrou de comprar velas de aniversário e, como sempre, a idéia genial de se colocar palitos de fósforos no bolo surgiu, enchendo o bolo de carvãozinhos e cinzas. Cantaram tanto parabéns, é pique-é pique, com-quem-vai-casar e outras perólas do cancioneiro parabenzístico.
A vovó sentadadinha tentou falar agradecendo, mas se engasgou, não sei se com o refrigerante ou com a emoção e teve um acesso de tosse danado que nos assustou. Após alguns instantes de tensão, ela se acalmou e pudemos dar continuidade às conversas, que claro, foi de buscar lembranças de molecagens do Inácio, da mamãe, da Constancia, da Cici e os outros filhos dela.
Em meio a algaravia(égua, uma palavra dificil) de vozes ela resolveu revelar um episódio: -Eu vou contar uma do José Maria ( ai todo mundo claro , me encarnou), disse ela com a voz meio baixa.
"-Quando a Mariazinha estava esperando o Zé Maria, várias vezes o Zezé(o papai) foi buscar a parteira e o menino não nascia. Até que ele nasceu. Mas ele(eu) chorava muito e não queria dormir.Todo dia era esse desassossêgo. Ai eu disse, espera! Dai quando a Maria zinha não estava vendo, eu peguei uma colher de vinho e 'temperei' a mamadeira dele e dei prá ele beber. Ai ele 'descangotou' ".
Então, claro, a risadagem, na cozinha de lajota xadrez da Cici, correu solta com a vovó completando, satisfeita orelato, dizendo que, "então pronto, agora o Zé maria só queria dormir depois de tomar a mamadeira temperada com o Olho de boi".
Essa vovó!!!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dos Blogs

Anteontem e tresantonte a coisa ficou feia em alguns blogs de conteúdo sério da cidade. Todos repercutindo as baboseiras de moleque, do Vic Pires em seu blog. É que ele acusou os blogueiros ,convidados para um café da manhã com a Ana Julia, governadora, de estarem se vendendo para o poder. Ainda colocou fotos desrespeitosas para compor com os textos cheios de ódio.
Não vão olhar no blog dele prá dar audiência.

domingo, 22 de novembro de 2009

Crônica da semana - Raimundo Sodré


Espantando piuns

Naquela época, eu nem fumava, mas andava sempre com um cigarro de um tabaco bem forte (que eu mesmo tecia com aprumo e zelo), no canto da boca, fazendo fumaça para espantar o pium (um mosquitinho atentado que a qualquer vacilo nos drenava o sangue sem pena). Não tinha rigor no vestir mesmo porque, ali, no campo, não fazia questão de ser fashion. Uma bermuda surrada e uma camiseta de algodão fina me valiam. Um chapéu de palha raso, para fazer frente ao sol de Rondônia, também.
Tínhamos uma campanha para realizar numa fazenda que ficava perto de Ariquemes. Eu tinha um acampamento, ali próximo e fui escalado para fazer o reconhecimento da região e iniciar os contatos com o dono da terra.
A minha equipe contava com umas vinte pessoas. Deixamos o carro na estrada e seguimos a pé até a sede da fazenda. Lá encontramos um grupo que veio nos recepcionar. Um rapagão meio arqueado de tão alto que era, adiantou-se. Passou por mim, sem dar muita trela para o meu povo que se alinhava organizadamente ao redor. Parou no fim da fila, cumprimentou com respeito, um dos auxiliares e se colocou à disposição para as negociações sobre a pesquisa da cassiterita. O rapaz, meio desconcertado, declinou educadamente daquela intenção e adiantou para grandalhão que o responsável pela conversa e pela pesquisa era eu, que estava ali, à frente da turma, esperando o desfecho daquela indelicadeza. Ele voltou, apresentou-se como capataz, desculpou-se meio sem vontade, disse já estar sabendo do que se tratava e sem mais delongas nos liberou a área. Um cafezinho sequer, daqueles puros, cheirosinhos, de fazenda, ofereceu. Tudo bem. Demos meia volta e caímos no trecho.
Foi fácil entender a atitude do capataz. O rapaz que ele escolheu para prestar reverências era o único louro de olhos azuis da equipe. Nosotros exibíamos o perfil cafuso amazônico e ele, como tinha a missão de ratificar um acordo de alto nível que resultaria em uma boa grana, que modificaria a rotina da fazenda e que definiria o futuro de muita gente ali, caso houvesse a tão sonhada reserva de cassiterita, ligou este contexto delicado ao estereótipo representado pela cor da pele. Interpretou que o poder de decidir sobre aquela campanha, só poderia vir de alguém igual a ele de pele branca, estatura avantajada e dorso arqueado. Jamais pensaria que essas atribuições estavam concentradas exatamente naquele neguinho de um metro e meio com chapéu de palha com abas desfiadas, ostentando uma vestimenta barata e enganando os piuns com baforadas difusas do poderoso ‘Fumos Leão’.
Na memória recente do Brasil, não registramos conflitos raciais tão explicitamente drásticos como aqueles que conhecemos na história da África do Sul ou dos Estados Unidos. O que não significa que aqui a discriminação inexista. E o que não significa também que com este aplainamento dos impulsos, sem reações mais significativas, a gente tenha conseguido o paraíso da tolerância racial. Aquela experiência em Rondônia me causou desconforto e me mostrou que o caminho para vencer o preconceito, exatamente por causa desta indolente hipocrisia reinante no país, é bem mais tortuoso do que nos pregam as doutrinas ladrilhadas de fantasias.
Depois daquele dia, consegui até conversar com o capataz taludão. Rolou até o café. (A possibilidade de royalties polpudos arrefecia qualquer ímpeto de segregação). Só que deu azar, o gigante. Ao final da pesquisa, a área deu negativa e a mina com o cobiçado minério não vingou.
Quanto a mim, ainda bem que não me impressionei com aquela vexação e segui meu caminho cuidando para não dar sangue aos piuns.

sábado, 21 de novembro de 2009

Traço no paintbrush



O 8° passageiro

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O RODRIGO ESTÁ MELHOR !

Todas nossas orações foram atendidas! Ontem no hospital as feições dele já eram ótimas! O Cássio estava de plantão! Pai guerreiro, de coração frágil e forte, agüentou o pior neste último domingo enquanto uma equipe de anjos enviados no momento exato, lutava prá trazer nosso sobrinho de volta para a vida. Isso mesmo! O coração de nosso Rodrigo parou e o que se passou em seguida foi uma batalha entre a vida e a morte. Determinado a não deixá-lo partir, Cássio contrariou as ordens médicas e ficou dentro do quarto enquanto as manobras eram feitas até que o frágil coraçãozinho voltou a bater no ritmo dos nossos.

Obrigado, meu Deus!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009



Acendi essa vela virtual, porém os votos são reais em favor do restabelecimento do nosso querido Rodrigo.



Rodrigo

O Rodrigo está sob a proteção do primeiro santo brasileiro: SANTO ANTONIO DE SANTANA GALVÃO. O pensamento positivo e a fé nos levam a sustentar cada minuto do dia as noticias boas sobre a recuperação de nosso querido sobrinho. O importante é que nunca desanimem e acreditem que tem um Deus lá em cima olhando por nós.

Nazaré Dias 

SÃO GALVÃO E NOSSO SOBRINHO RODRIGO - RECUPERAÇÃO

Eram aproximadamente 12:30h ou 13:30h de domingo, dia 15/11/09, quando recebi a noticia de que Rodrigo seria operado de apendicite às 17h. Esperei dar o horário e me dirigi pro hospital em busca de confortar minha irmã e meu cunhado, até porque já passei por uma cirurgia desta e achava que seria a mesma coisa, uma cirurgia rápida. Antes, voltei em casa e peguei uma pequena foto com a reliquia de Santo Antonio de Santana Galvão, o primeiro santo brasileiro.
Há alguns dias soube de uma pessoa que pediu a intercessão deste santo e ficou curada. Esta pessoa tinha os dedos cheios de uma necrose e o médico passava exames pra verificar do que se tratava. Esta senhora estava no carro de uma outra senhora que levava a imagem de São Galvão pra visita num hospital ou comunidade, não sei bem.  O certo é que a senhora doente pegou a imagem e pediu com muita fé que São Galvão desse a saúde dela. Passados uns dois dias, a mesma ligou em prantos pra dita senhora do carro e falou que quando tirara os esparadrapos das mãos, simplesmente os dedos estavam secos e curados.
Sabendo que a Fátima acredita e hoje em dia tem fé, levei a foto. Na hora em que Rodrigo ia entrar na sala de cirurgia, achei que era o momento de entregar a foto e pedir o auxílio de São Galvão.
Nos reunimos no apartamento da Clinica e rezamos com muita força. Passadas as horas trouxeram o Rodrigo pro apartamento. Enquanto esperavamos que ele acordasse pedi à Fátima que colocasse a foto debaixo do lençol na direção da cabecinha dele. No momento em que foi transferido pra UNIMED  fiquei na sala procurando a foto, pois não havia nem mais lençol sobre a cama. A enfermeira me avisou que talvez tivesse ido junto com os lençois pra UNIMED. Fiquei triste por achava que quando chegasse lá, certamente eles jogariam fora, afinal não é todo mundo que tem fé e também por ser UTI.
Voltei  pra casa pensando no Rodrigo e na dita foto do santo. Entrei na Internet e vi o site do santo, procurei a oração e pedi com toda a força a recuperação da saúde do meu sobrinho. Não consegui dormir direito pensando no Santo brasileiro e no Rodrigo. Pra minha surpresa no dia seguinte a Fátima me diz que, quando ela chegou na UTI lá estava ao lado dele a foto de São Galvão, intercendo o tempo todo por ele.
Hoje, agradeci a São Galvão pela vida e recuperação de Rodrigo. Coloquei intenções em ação de graças à São Galvão, nas missas de 06:30h e 17:00 h pela vida e recuperação de nosso sobrinho.
Vamos continuar nesta caminhada, unidos e com muita fé. Lembrem-se que temos lá em cima um DEUS que olha e intercede por nós. Acreditem sempre!

Alicerce

Deve ser um ritual de uma mente obsessiva, mesmo em repouso, mas o fato é que sonho quase toda noite com a casa da Doutor Moraes. Estamos lá todos, solteiros, crianças ou adolescentes. Cuidando uns dos outros. Bem, a realidade nunca foi bem assim, que de vez em quando saía um quebra-pau, mas é costumeiro a gente só cultivar as boas lembranças.
E há uns quatro ou cinco dias me veio um sonho diferente, no mesmo cenário da casa 1141: eu chegava em casa, já avisado de que havia um incêndio tomando conta das casas na vizinhança. Era um fogo particularmente estranho, pois não se alastrava de casa a casa, mas vinha de baixo da terra, em diversos pontos. Algumas já estavam reduzidas a brasas. A nossa não tinha sinal de incêndio. Aí eu me abaixava pra examinar os pontos de incêndio, e olhava por baixo da nossa casa, e via que ela era construída sobre pilares de concreto, ao contrário das outras, em estacas de madeira velha. Aquela alvenaria nos livrara do fogo, da destruição.
Pensando no caso do Rodrigo, creio que o meu inconsciente estava me alertando para um momento ruim, do qual nos sairíamos bem. O susto que tomamos com a internação dele já vai sendo minimizado com sua recuperação. Entre operados e feridos, mais uma vez passamos na prova. Alguém duvida?

Muita força para o Cássio, a Fátima e o Rodrigo!!

Família Dias e amigos (as), infelizmente, o Rodrigo não vive um bom momento. Foi obrigado a fazer uma cirurgia de apêndice no domingo. A cirurgia foi um sucesso, mas complicações extras o levaram a internar em estado grave na UTI da Unimed Batista Campos, onde precisará do carinho e das orações de todos. Agradecemos a solidariedade de todos vocês e torçamos para que ele saia vencedor de mais essa batalha. Bjs,
 Cássio e Fátima.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Invenção de desocupado



Quando criança,sempre fiquei viajando, lendo os quadrinhos do professor Pardal, grande inventor de geringonças. E ai eu ficava pensando  em máquinas fantásticas de transformar ar em ouro, pedra em comida, etc...
De lá prá cá não inventei nada, até que um desses dias eu, tentando achar uma caixa de fósforos prá acender o fogão e não encontrá-la às proximidades, fiquei imaginando uma forma de resolver o problema.
(De repente uma nuvenzinha surgiu sobre minha cabeça e dentro dela uma lâmpada incandescente Phillips de 40 watts brilhou!)
Olhei prá porta da geladeira tomada por imãs (de geladeira) e imediatamente imaginei uma caixa de fósforo que pudesse ficar grudada nas partes metálicas do fogão.
Arranjei uma cola e rápidamente coloquei em prática a idéia chamejante e magnética.Colei o imã na caixinha.
Divido com os milhares de leitores do blog o fato, contribuindo, sem nada cobrar de royalties.
Até a próxima idéia daqui a uns ...30 anos de novo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Crônica da semana - Raimundo Sodré


Esses franceses...


“Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos...Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor...”.
Assim, com esta explicação, começam as aventuras de Asterix, o gaulês. O herói, criado há 50 anos pelo roteirista René Goscinny e pelo desenhista Albert Urdezo, vive numa pequena aldeia à beira- mar, encurralada pelas guarnições do exército romano. Ajudado por companheiros pra lá de especiais e por uma poção mágica que lhes garante um poder sobrenatural, Asterix e seus camaradas não se rendem e aprontam poucas e boas aos legionários de César.
(Meu primeiro contato com as revistas do Asterix foi em Rondônia. À época, a publicação contava com 27 edições. Todo mês eu pegava uma graninha e comprava um exemplar. Quando vim de férias para Belém, cheguei todo metidão, com minha coleção completinha: dias antes havia conseguido na Livraria da Rose, em Porto Velho , o mais recente lançamento, “O Filho de Asterix”.
Hoje em dia, conhecemos as aventuras de Asterix por causa de algumas estrelas como o ator Gérard Depardieu, que vive o intrépido Obelix nas versões para o cinema, e também por algumas produções em desenho animado. Mas o bom mesmo, para mim, são as edições impressas. Há uma certa magia na criação. O traço desenvolto de Urdezo e o texto bem-humorado de Goscinny são impecáveis, fascinantes. Há também, o fato de as edições serem únicas, especiais e historicamente bem argumentadas. Estes pormenores nas publicações se refletem, é claro, diretamente no preço. Um exemplar composto de aproximadamente 50 páginas, hoje, é bem carinho para os padrões de consumo de um operário que vara os dias e as noites pensando num jeito de trocar a geladeira que já está naquela fase de ter a porta amparada por um eficaz e multiético tijolinho.
Mas, naquele distante ano de 1984, eu desembarcava em Belém, de férias com a bagagem cheia de Asterix. Vinte e sete exemplares reluzentes, sem vincos. Só que não falei nada daqueles pormenores pra mamãe. Arrumei as revistas em uma caixa junto com alguns jornais e fui matar a saudade da minha Belém querida.
E eis que numa dessas minhas escapadas, passou lá por casa, um comprador de jornal velho. Daqueles que antigamente iam de casa em casa comprando papel. O golpe foi fatal. Mamãe pegou minha caixa e despachou a minha coleçãozinha de Asterix’zinho por uma merreca. Hoje seria coisa de um Real o quilo. Dá pra imaginar, né...Se existiu um zinho completamente desnorteado por aqueles dias, este um fui eu).
A Gália era uma região que hoje, corresponde à boa parte da França. Asterix, de certa forma, representa a natureza heróica do povo francês. O guerreiro resgata a altivez do líder Vercingentorix, cujo ato de depor as armas diante de César, mais o engrandeceu do que o deprimiu.
A teimosia de Asterix reverbera entre os franceses. Ecoa pelos escaninhos de Nanterre, lembrando maio de 68 e as palavras de ordem de Dany le rouge. Exibe-se nos lábios revoltosos de Brigitte Bardot e de Isabelle Adjani; no olhar arrebatador de Alain Delon e no sorriso indecifrável de Juliette Binoche. Traduz-se numa França cheia de inquietações e se reproduz em Zidanes argelinos.
Subversão que se desenha nos modelos de Chanel e Yves Saint Laurent. Desvela-se em Piaf, em Carla Bruni. Impõe-se na defesa intransigente da língua mater de Jeanne d'Arc. E que se denuncia ante a genial sonoridade de Ravel.
Asterix é um pouco da Revolucionária vontade (irrigada pela fluente coragem de Danton) que resistiu por entre os escondidos de Paris e que destronou os invasores nazistas.
Como diria o Obelix: “Esses franceses são...demais!”.

(Vou conseguir um dinheirinho e na Feira do Livro deste ano, vou começar outra coleção dos adoráveis gauleses).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

NIVER DA VOVÓ - 2008


Esta é uma das melhores maneiras de homenagearmos
nossa vózinha querida.
Dia 27 de novembro de 2009. Não esqueçam.


EM SE FALANDO DE TECNO-BREGA...

É interessante a Gabi reclamar do outro. Quantas músicas de sucesso, de outra língua, essa galera do tecno brega  fez versão sem autorização e ganhou em cima?
Não vou entrar em detalhes sobre a qualidade do ritmo, se o povo gosta, devemos exercitar a cidadania e sermos tolerantes com a diversidade em todos os sentidos.
Foi por causa disso que a Orlandina ficou meio pertubada depois que uns vizinhos moleques ficavam arremedando os tecno-bregas da época dela, que ela botava prá rodar na vitrolinha vermelha.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O TECNO-BREGA É NOSSO, NINGUÉM TASCA!!

A Gabi está fazendo, já vão algumas semanas, uma campanha em favor dos direitos autorais sobre as músicas ditas "TECNO-BREGAS" escritas por autores paraenses e cantadas por bandas paraenses. Teve um esperto que apresentou uma banda no programa do Gugu tocando as músicas daqui da terrinha e informando que eram de autoria da tal banda. Como não gosto de injustiças com os artistas paraenses, fiquei tentado a solicitar aos nobres irmãos, cunhadas e cunhados a fortalecerem a campanha de nossa cantora GABI e engrossarem a luta contra os roubos das idéias autenticamente paraenses. Que tal o Artur e o Fernando darem uma força? Já levam nossos pássaros e outros animais silvestres de contrabando para outros mares, agora pirateiam nossas músicas também.... Em tempo: os gringos já estão enchendo os depósitos dos grandes petroleiros vazios com água da foz do rio Amazonas.... E não é feito nada....

ANIVERSÁRIO À VISTA DA VOVÓ ZENOR

Ano de 2005. Inácio e vovózinhaVovó, Cica, Tia Graça, Constância, mamãe, Tio Chico e Inácio. Mais um aniversário, com quase todos os filhos, netos e bisnetos. Foi uma alegria!

ANIVERSÁRIO À VISTA DA VOVÓ ZENOR


Este foi um dos aniversários da vovó, em 27 de novembro de 2006. Este ano, no mesmo dia 27/11/2009, ela completará se não me engano, 97 anos. É na sexta-feira.
Vamos pregar uma mentira pro chefe, quem sabe dizendo que neste dia tem médico, dor de barriga,  ou está com febre ou outra coisa parecida e dar uma chegadinha lá em Icoaraci e dar um abração nesta pessoa que nos acalentou, carregou nos braços, deu banho...
Acho que se todos fizerem isto, a consciência mais tarde não pesará. Afinal não é a toa que ela sempre fala dos netos, filhos, bisnetos .
Sempre que posso vou aos domingos vê-la. Se todos nós deixarmos "a falta de tempo" pra trás, faremos muitas pessoas felizes. E essa é a hora de fazer a nossa Vovó Zenor muito feliz.  Deixemos de lado a distância, a dificuldade do trânsito, o cansaço, a desculpa de ter que dormir cedo, afinal se fosse outro evento certamente dariamos um jeito de pedir ao colega uma carona ou certamente pagar um táxi para ir pra "farra". Façamos um esforço, vale a pena.
Já estou aproveitando a ocasião para informar que estarei lá com ela novamente. Levarei bolo e salgadinho. E olha que sábado tenho que estar cedo no trabalho. 
Então, filhos, netos, bisnetos façam a sua parte!
Quem sabe se um de nós chega até a idade em que ela conseguiu chegar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Novo blog

Criei um outro blog(está ali ao lado), chama-se GUITARCLIK.
É um blog que vai falar do mundo da guitarra e estará aberto a todos aqueles que gostam de dar uma palhetada de vez em quando. Vou ver se aprendo dessa vez a tocar guitarra.

domingo, 8 de novembro de 2009

Unforgetêibol

Crônica da semana - Raimundo Sodré - rsodrexapuri@yahoo.com.br

Antigamente, havia uma plaquinha nos ônibus alertando “fale com o motorista somente o indispensável”. Passei anos da minha vida admitindo que aquela mensagem queria dizer que só quem podia falar com o motorista era o pai ou a mãe da gente (confundia ‘indispensável’ com ‘responsável’). Por isso jamais puxei um isso de prosa com os ‘choferes’ de ônibus. Até que... meus meninos nasceram e me credenciaram. Agora arrisco um bom dia/boa tarde e um filho disso ou filho daquilo (quando eles queimam a parada, metem o pé no freio pra arrumar a carga ou quando arrancam enquanto a gente ainda está descendo).
Outra armadilha discursiva que me ficou no cocuruto um montão de tempo foi o atalho fonético que minha mãe arrumou para pronunciar, de modo coerente (para honrar o marketing linguístico) e elegante (como reivindicava o produto) o nome de um perfume, à época, recém-lançado no mercado.
(Tenho que abrir este parêntese para falar sobre a atividade econômica de minha mãe que nos garantiu o de comer durante um bocado de tempo, mesmo que em detrimento de um ou outro pedido não entregue por falta de numerário para resgatar a ‘caixa’.
Minha mãe vendia de um tudo. Não havia lastro para a fidelidade comercial. Todo santo dia, juntava uns quantos ‘catálagos’ da Avon, Christian Gray, Collins, Hermes, uns mostruários do mais requintado Michelin; batonzinho para demonstração, que ela vendia a preços simbólicos e o irrevogável buquê de flores de plástico que ela mesma talhava, dobrava e cerzia com zelo e precisão e que fazia o maior sucesso. Colocava uma sandalinha baixa e ganhava o mundo da Pedreira, que se exibia, naqueles dias, em baixadas alagadas e modestos cerqueiros de terra firme, visitando e anotando os pedidos dos solidários fregueses. Mais solidários do que fregueses.
Quando Deus ajudava e liberava a ‘caixa’, mamãe espalhava os cosméticos no chão, subscrevia os destinatários nos saquinhos e a gente ia separando os produtos (desde ali cultivo uma indissolúvel bronca do mais refinado perfume ao popular creme Sheen, em função daquelas radicalmente odoríficas sessões de distribuição per capita. Por causa daqueles dias, até o mais singelo respingo de Leite de Rosas ou do doméstico patchouli, me deixa como herança uma hedionda e insuportável dor de cabeça).
Dessa vez, havia um lançamento na parada. No catálogo, a ilustração do perfume o definia com o nome de Unforgetable. Minha mãe observou, avaliou e concluiu que um perfume que chegava com uma fama danada, não poderia ter um nome com tão pouco glamour. Algo de atraente deveria ser providenciado para certificá-lo como chique e emblemático. Uma maquiagem que passava, necessariamente, pela pronúncia. Mamãe então, buscou na ilusão fonética, um argumento para superativar aquele produto. Coisa de marketing, sabe. A partir daquele dia, ela dotou aquele nome de um som mais, digamos assim, globalizado. Batizou-o de ‘unforgetêibol’ (e ainda justificou, resgatando um inglês perdido lá na Escola Normal: ora, table não é mesa em inglês, palavra que a gente pronuncia têibol? Então: unforgetêibol). Foi o lance mais eficaz de aproximação com o anglicismo, por mim percebido, nos estertores da insubmissa década de 1980.
E assim foi durante eras e eras. Até que um dia, o Fantástico exibiu um clipe com a Natalie Cole. Vi na legenda o título da música que ela cantava: ‘Unforgetable’. Reparei bem na pronúncia da moça. Ela falava algo como ‘anfoguerebol’ (que me perdoem pela heresia fonética). Pensei comigo: mas não é o mesmo unforgetêibol da mamãe? E era.
Hoje, exulto remissivamente: mas a mamãe, hein!

sábado, 7 de novembro de 2009

Aí eu já me empolguei!


vitral no paint


Paintbrush


Fui e fiz essa cana da india também no paint.

CANTO NO RIO 2


Belíssimo conto mencionado pelo Flávio, me lembra as inúmeras estórias que a mamãe contava sobre sua difícil infância atravessando baías, igarapés. Sempre permeada por citações até um pouco fantásticas, nossa mãe nos assustava ao falar de cobras grandes, arraias gigantes que a vigiavam quando ia escovar os dentes, ou de uma civilização submersa que ao meio-dia sussurava do fundo do rio para quem por ali se atrevesse a passar. Estórias como a da cobra Norato que se encontra debaixo de Belém e que resolvesse dar uma espreguiçadinha, derrubaria facilmente a Igreja da Sé, povoam o meu imaginário ainda vivo, construído durante minha infância. Nunca vi nada parecido mas é ótimo imaginar seres dessa natureza se perpetuando e ajudando a construir nossa memória. Quem sabe um dia encontremos um pote de ouro como ela encontrou, no fim de cada uma dessas imperdíveis da D. Maria.