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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O mistério das "Tapauéres"

Ontem, domingo dia dos pais, a gente andando pelas ruas da periferia, podíamos ver a movimentação das familias reunidas. O som ligado, os copos cheios, o churrasco correndo, a farofa, a salada crua, de maionese, arroz com galinha, as lasanhas, vatapas, maniçobas, feijoadas e pra fechar, o doce sabor dos cremes de cupuaçu, abacaxi, bacuri, pavês diversos, açai com tapioca.
Lá pelas 4 da tarde, todo mundo de bucho cheio ( que nessas alturas ninguém está "satisfeito"), triste, é hora dos filhos, genros e noras voltarem para suas respectivas casas. Na despedida, o indefectivel hábito de arrumar as vasilinhas com um pouquinho de cada comida devorada durante a reunião. Junta feijoada com uns pedaços de frango assado, bolo de chocolate com uma macarronada e assim vai, conforme o saldo das panelas.
Não se sabe de onde aparecem as "tapauéres". São tantas entre outras improvisadas com embalagens diversas, como as de sorvete Kibom, potinho de margarina e outras mais. Chegando em casa lava e guarda. Dai nova reunião e o ciclo reinicia. A vasilinha que eu já peguei da mamãe com tapioquinha, levei prá casa, e numa próxima situação, lá vai ela com mingau prá casa de outro ente querido e assim sucessivamente...

O enigma que fica é: Por quais caminhos andam, nessas alturas, esses tapperwares todos ?