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terça-feira, 12 de maio de 2009

Artur disse...

Artur Dias disse...
E Neste doze de maio, o Zé fica mais velho. E isto serve para nos lembrar que, se tem artista nessa família, a culpa é dele. Sempre com alguma novidade pra lá de estranha, ou simplesmente bacana. Fora o caso do crânio dentro do saco de papel, trouxe pra gente o nanquim, a aquarela, o violão, a flauta doce, o origami, o batik, o desenho publicitário, o ábaco, a literatura, e essas meninas muito maneiras, essas pirralhas do cabelo liso e sua mãe dos olhos sonhadores.beijão e feliz aniversário!
12 de Maio de 2009 09:41
Artur Dias disse...
Falar em guerra, tinha o revólver. Não me perguntem o calibre, mas tinha, com coldre, cartucheira e tudo, de couro. Ficava pendurado numa prateleira da oficina na Pariquis com a Padre Eutíquio. Talvez mais por um "espírito pistolista", à moda mexicana, como diria o poeta Pablo Neruda, que propriamente para defesa pessoal. o fato é que revólver é coisa que chama moleque. E o Nazareno e eu, para não fugir à regra, um dia resolvemos pegar o danado. Mas o papai viu... Creio poucas vezes tê-lo visto com expressão tão infeliz no semblante, andando no fio da navalha, culpado até o último fio de cabelo, embora não nos tenha encontrado estiradinhos no chão. Mesmo assim, daquele dia em diante, nunca mais vimos o revólver, mandado sabe-se lá para onde. Apesar de que eu tinha a mais absoluta confiança de que o Nazareno não me apontaria a arma, como fazia a maioria dos moleques que nós conhecíamos.
12 de Maio de 2009 09:43

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Casa da Rui Barbosa

E tinha também a casa da RB. Foi a primeira. Quase o mesmo cenário da dr. moraes: Mato, ponte e agua. Nosso vizinho era a vovó e o vov^, pais do papai. Uma tardezinha estava eu e o jorge (gordinho e zoiudo) devidamente banhados, empoados e encamisados, sentadinhos num degrau da escadinha da porta da frente. Ai a gente ouviu um barulho de de discussão lá prá casa do vovo. A casa do vovo era ao lado, só que mais recuada uns 3 metros . Eu com uns 6 anos e ojorge com uns 5, eu acho. Dai fomos tentar se espichar prá olhar a confusão. Só tinha um pequeno espaço na escadinha de madeira.Então se espicha , se espicha e... tchbum! lá foram os dois prá dentro da agua eterna que tinha ao redor da casa!