sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Um alerta, numa boa

Já se disse que o brasileiro é, essencialmente, um povo emotivo. Brasileiros choram quando ganham todo e qualquer tipo de competição, especialmente as disputadas longe do solo pátrio. Choram quando ouvem o hino. Choram quando o país é escolhido para sediar uma Olimpíada. Quando vi o chororô que se seguiu ao anúncio do Rio de Janeiro como sede das Olímpíadas, pensei comigo “que coisa patética, que coisa patética”. Só não consegui enxergar direito o que se passava na tela da Tv porque minha visão estava totalmente enevoada - pelas lágrimas. Patético, patético - mas brasileiro.
Essas palavras foram tiradas do blog do Geneton Moraes Neto, num súbito ataque de ctrl+c, ctrl+v meu. O ataque foi gerado pela lembrança de que o dia da viagem da Clara está logo aí na porta. Por isso, meus caros, olhem esse chororô patético aí, hein??

Detalhe da jóia


Lula e sua pulseira de Muiraquitã


-Nunca mais vou tirar essa pulseira, companheiros!
(Ilustração do Daniel)

Canto no Rio. (Flávio Dias)

Não me lembro quem contou este conto regional, estória genial de um pobre pescador e que hoje me faz sorrir, no que nela percebi.
O casquinho viajava pelas ondas da estrada, em seu bojo carregava, três parrudos ribeirinhos. Três estranhos indivíduos: Cabocão, Capa Preta e Bola Oito.A pesca não fora farta, dolorosa e lamuriosa.
Tinham falado sobre bacaba, tapioca e pirarucu, seguiram amuados por ter laçado dois carás e um pacu. Um deles reagiu, saiu do seu lugar e na popa foi cantar. Para tentar, seus males espantar. Latia como cachorro sem dono, abrira o goeleiro e crente que agradava, parecia taquara rachada.
Nobre diabo, se não estivessem sem forças e doentes de malária, seus companheiros de tarrafa o teriam jogado às piranhas.
Tremiam como vara verde de bambu.
Seu cantochão furibundo, fala de mitos e mentiras, bichos que falam e índios de zagaia:

“Tatu virou pintada, onça parda bugiou...

Macaco aranha é preguiça, que tem medo dágua fria... Yara é guardiã da mata, pune, mata quem dela ri. Curupira mora no rio, neste mar que me levou.

Vira canarinho berrador.

Boto devora gente, grita que nem demente...

Mapinguarí guarda floresta,

Emprenha moça em festa e foge de jabuti.

Matinta carrega vela em noite de chuva fria...

Cobra Grande é matreira, vira homem, vira lobisomem.Vira canoa de pescador, faz pegar mixaria que é cará e um pacu. Olho gordo que é só do gato baiacu’’.

Eta melodia porreta desse filho duma égua, quando mudo se aquietou, para felicidade do mundo e dos ouvidos alheios. Intrigados com aquela postura de inércia fizeram muitas perguntas que não tiveram respostas.
Uma marola comprida fez pular a canoa como cavalo chucro, galo rinhento que virou.
-rema, rema, remador! Ô povinho devagar, ô cambada da mão torta! Rema, rema, remador! Vai pra frente que atrás vem gente! Remai, remai, remai!
Eta grito salvador do cantor, suado, desesperado e acuado. Perseguido pela boiúna que emergira das águas escura, besta sem brio, não se via na atroz negrura seu perfil feroz. Viam á caçá-los dois faroleiros olhos, maliciosos e assassinos.
Os maroleiros punham força e ardor no barco voador, os caboclos amuados, tinham pavor dos horrores que tal besta desperta. Os gritos se misturam ao querer escapar da morte certa, rio sinuoso e tranqüilo, espelho de calmaria, era agora correnteza de virar com certeza casca de noz. Vai pro fundo e não volta Três parrudos ribeirinhos, três estranhos indivíduos, chegaram na praia quebrados, quase são esmagados.Perda total do casquinho, dois carás e um pacu.Foi olho gordo do gato baiacu neste fim de conto de um pobre pescador.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Arte do André

Esta é a arte do André. Ele ainda não produziu nenhum video, resolveu desenhar.

Eugenia ou não, não o sei.



Não conheço, a fundo, nenhuma das duas idéias faladas pelo Cássio, Artur e Jorge, na postagem do Artur(de título Coroação). Eugenia e outras. Só posso dizer duas coisas: Fico satisfeito com esse bate-papo de boas mentes. Outra é que , como falei anteriormente aqui, no Pirão de feijão(AHHH!, é tão bom um pirão quentinho...)quando pequerrucho, minha atenção foi desperta pela visão da paleta  de madeira, cheia de cores, que era do tio Inácio(aquele que arrancava o couro dos gatos vadios prá fazer tamborim, quando os tamborins ainda eram quadrados!). A imagem daquele objeto foi que me levou a perguntar e aos poucos saber mais sobre desenho e pintura.
Infelizmente, não persisti no desenvolvimento da arte e hoje só dou uns rabiscos meio tortos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Está na rede

Escarafunchem aqui e vejam mais sobre Clara.

Está nas bocas

Vejam aqui no Uruatapera a postagem e os comentários sobre a Clara.

Coroação

Sempre combati aqui a idéia do "DNA Artístico" por uma única razão: esta idéia, além de não ter fundamento científico, remete às teorias da eugenia, utilizadas como instrumento de opressão por regimes totalitários, e que levaram a catástrofes. A mais conhecida delas, o Holocausto; outra que todo brasileiro deveria conhecer é o massacre secular dos povos indígenas.
Não temos DNA artístico. Temos, sim, a grande sorte de ter contado com pessoas interessadas na arte, que nos incentivaram e acompanharam. Nenhum de nós se tornou "artista plástico" na acepção mais usual, no sentido de criador de conceitos. Somos grandes ilustradores, o Daniel talvez o melhor, principalmente na anatomia, graças a longo estudo no livro emprestado pelo Edinaldo. Daniel e Clara, separados na idade por poucos anos, já aterrissaram num cenário de tintas, canetas, pincéis e lápis. Não tiveram que agüentar a lenga-lenga que de vez em quando o papai desfiava: "Artista não fica rico, o meu primo que mora no Rio e é desenhista não ficou rico...". Ou então a mamãe: "meu filho, porque o braço desse homem aqui [aponta o desenho] tá torto??"
Clara, artista intuitiva, investiu esse talento em outro mundo, na fronteira que liga a indústria com a arte. Empreendedora, sei que participou de tudo o que fosse encontro, congresso e oficina que pudesse lhe mostrar coisas novas, abrir novas visões, enriquecendo também seu currículo. Uma hora, esse esforço tinha que ser recompensado. E todos lhe agradecemos, porque nos sentimos recompensados também, afinal, não são os jovens a promessa de um futuro melhor?
É grande a responsabilidade de representar a Uepa, fora do país (não esquece a vacina, hein?), mas o conhecimento acumulado nos autoriza a dizer que será uma tarefa muito bem cumprida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CAVEIRAS E MAIS CAVEIRAS

O fascínio por caveiras parece também ter sido herdado pelo Felipe, tanto que até adotou uma caveira particular para dividir o quarto com ele. Mas, ouvindo a voz que canta, ou que fala nos vídeos, tentem adivinhar quem dublou as vozes nos 3 divertidos ensaios caveirísticos...

Descobriram?? O Zé, é claro!!!

Boa diversão!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

BIA'S FILMES

Passaram o sal no Bob

Ontem estive lá na casa da mamãe e estavamos conversando sobre plantas e suas pragas. O Flávio disse que estava dando uns bichinhos nas plantas da frente da casa e aí a Dilma falou prá borrifar uma solução feita de água, vinagre e sal para espantar os insetos daninhos. Então lembrei de uma vez (eu já não morava mais com a mamãe) que em visita á nossa casa, vi o aperreio do Gabriel, Flávio e Dilma com o Bob que após uma fugida prá rua, para conversar com os outros cachorros do bairro, voltou infestado de pulgas e carrapatos. Aí me lembrei que tinha visto (não sei onde) que uma mistura concentrada de sal e água, quando usada no banho de animais, era eficiente no combate às malditas pulgas. O efeito era simples, segundo a reportagem, o sal em contato com o fino tecido do corpo desses ectoparasitos(da ordem dos Siphonapteros) desidratariam-nos, transformando-os em diminutos jabazinhos.
Dada a receita fui embora. Passados alguns dias, retornei em casa e lembrei de perguntar pelo resultado. Nada aconteceu. As pulgas continuaram a fazer o Bob de ônibus e de quebra ainda fiquei sendo sacaneado pelos meninos que acharam outros meios, que não lembro agora, para exterminar com as pulgas do Bob.

domingo, 1 de novembro de 2009

Empreiteira-motossera

Segue texto retirado do blog Uruatapera:
quinta-feira, 29 de outubro de 2009



Tudo nesta terra é fácil para quem tem dinheiro e poder. Como exemplo dou uma denúncia que fiz a SEMMA, veja só:
Ha 2 meses, ao passar pela rua Angustura ente 25 de Setembro e Duque de Caxias vi um pessoal portando motoserras derrubando 7 árvores que estavam plantadas na calçada onde será construído um prédio pela Firma Marko Engenharia. Fiz a denúncia à SEMMA e o Secretário disse que ia a fundo contra esta empresa por causa deste crime ambiental. Já se passaram os 2 meses e solicitei que o Secretario mandasse que a referida firma plantasse em dobro no mesmo lugar (calçada) as árvores adultas derrubadas. Tenho cobrado com insistência a SEMMA por isto e o máximo que consegui saber foi que esta firma daria mudas para a SEMMA para justificar este crime ambiental. O certo não seria obrigar a firma a repor as árvores derrubadas? Nada disso aconteceu visto que a Marko tem dinheiro e para ela a lei é potoca. E a SEMMA só se importa com os pequenos, os fortes e poderosos fazem tudo. Afinal, estas firmas dão dinheiro para a campanha desta gente.


Pedro Carvalho"


(comentário recebido de leitor do blog(Uruatapera), no Post Alô, Ministério Público!)