quinta-feira, 12 de novembro de 2009

EM SE FALANDO DE TECNO-BREGA...

É interessante a Gabi reclamar do outro. Quantas músicas de sucesso, de outra língua, essa galera do tecno brega  fez versão sem autorização e ganhou em cima?
Não vou entrar em detalhes sobre a qualidade do ritmo, se o povo gosta, devemos exercitar a cidadania e sermos tolerantes com a diversidade em todos os sentidos.
Foi por causa disso que a Orlandina ficou meio pertubada depois que uns vizinhos moleques ficavam arremedando os tecno-bregas da época dela, que ela botava prá rodar na vitrolinha vermelha.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O TECNO-BREGA É NOSSO, NINGUÉM TASCA!!

A Gabi está fazendo, já vão algumas semanas, uma campanha em favor dos direitos autorais sobre as músicas ditas "TECNO-BREGAS" escritas por autores paraenses e cantadas por bandas paraenses. Teve um esperto que apresentou uma banda no programa do Gugu tocando as músicas daqui da terrinha e informando que eram de autoria da tal banda. Como não gosto de injustiças com os artistas paraenses, fiquei tentado a solicitar aos nobres irmãos, cunhadas e cunhados a fortalecerem a campanha de nossa cantora GABI e engrossarem a luta contra os roubos das idéias autenticamente paraenses. Que tal o Artur e o Fernando darem uma força? Já levam nossos pássaros e outros animais silvestres de contrabando para outros mares, agora pirateiam nossas músicas também.... Em tempo: os gringos já estão enchendo os depósitos dos grandes petroleiros vazios com água da foz do rio Amazonas.... E não é feito nada....

ANIVERSÁRIO À VISTA DA VOVÓ ZENOR

Ano de 2005. Inácio e vovózinhaVovó, Cica, Tia Graça, Constância, mamãe, Tio Chico e Inácio. Mais um aniversário, com quase todos os filhos, netos e bisnetos. Foi uma alegria!

ANIVERSÁRIO À VISTA DA VOVÓ ZENOR


Este foi um dos aniversários da vovó, em 27 de novembro de 2006. Este ano, no mesmo dia 27/11/2009, ela completará se não me engano, 97 anos. É na sexta-feira.
Vamos pregar uma mentira pro chefe, quem sabe dizendo que neste dia tem médico, dor de barriga,  ou está com febre ou outra coisa parecida e dar uma chegadinha lá em Icoaraci e dar um abração nesta pessoa que nos acalentou, carregou nos braços, deu banho...
Acho que se todos fizerem isto, a consciência mais tarde não pesará. Afinal não é a toa que ela sempre fala dos netos, filhos, bisnetos .
Sempre que posso vou aos domingos vê-la. Se todos nós deixarmos "a falta de tempo" pra trás, faremos muitas pessoas felizes. E essa é a hora de fazer a nossa Vovó Zenor muito feliz.  Deixemos de lado a distância, a dificuldade do trânsito, o cansaço, a desculpa de ter que dormir cedo, afinal se fosse outro evento certamente dariamos um jeito de pedir ao colega uma carona ou certamente pagar um táxi para ir pra "farra". Façamos um esforço, vale a pena.
Já estou aproveitando a ocasião para informar que estarei lá com ela novamente. Levarei bolo e salgadinho. E olha que sábado tenho que estar cedo no trabalho. 
Então, filhos, netos, bisnetos façam a sua parte!
Quem sabe se um de nós chega até a idade em que ela conseguiu chegar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Novo blog

Criei um outro blog(está ali ao lado), chama-se GUITARCLIK.
É um blog que vai falar do mundo da guitarra e estará aberto a todos aqueles que gostam de dar uma palhetada de vez em quando. Vou ver se aprendo dessa vez a tocar guitarra.

domingo, 8 de novembro de 2009

Unforgetêibol

Crônica da semana - Raimundo Sodré - rsodrexapuri@yahoo.com.br

Antigamente, havia uma plaquinha nos ônibus alertando “fale com o motorista somente o indispensável”. Passei anos da minha vida admitindo que aquela mensagem queria dizer que só quem podia falar com o motorista era o pai ou a mãe da gente (confundia ‘indispensável’ com ‘responsável’). Por isso jamais puxei um isso de prosa com os ‘choferes’ de ônibus. Até que... meus meninos nasceram e me credenciaram. Agora arrisco um bom dia/boa tarde e um filho disso ou filho daquilo (quando eles queimam a parada, metem o pé no freio pra arrumar a carga ou quando arrancam enquanto a gente ainda está descendo).
Outra armadilha discursiva que me ficou no cocuruto um montão de tempo foi o atalho fonético que minha mãe arrumou para pronunciar, de modo coerente (para honrar o marketing linguístico) e elegante (como reivindicava o produto) o nome de um perfume, à época, recém-lançado no mercado.
(Tenho que abrir este parêntese para falar sobre a atividade econômica de minha mãe que nos garantiu o de comer durante um bocado de tempo, mesmo que em detrimento de um ou outro pedido não entregue por falta de numerário para resgatar a ‘caixa’.
Minha mãe vendia de um tudo. Não havia lastro para a fidelidade comercial. Todo santo dia, juntava uns quantos ‘catálagos’ da Avon, Christian Gray, Collins, Hermes, uns mostruários do mais requintado Michelin; batonzinho para demonstração, que ela vendia a preços simbólicos e o irrevogável buquê de flores de plástico que ela mesma talhava, dobrava e cerzia com zelo e precisão e que fazia o maior sucesso. Colocava uma sandalinha baixa e ganhava o mundo da Pedreira, que se exibia, naqueles dias, em baixadas alagadas e modestos cerqueiros de terra firme, visitando e anotando os pedidos dos solidários fregueses. Mais solidários do que fregueses.
Quando Deus ajudava e liberava a ‘caixa’, mamãe espalhava os cosméticos no chão, subscrevia os destinatários nos saquinhos e a gente ia separando os produtos (desde ali cultivo uma indissolúvel bronca do mais refinado perfume ao popular creme Sheen, em função daquelas radicalmente odoríficas sessões de distribuição per capita. Por causa daqueles dias, até o mais singelo respingo de Leite de Rosas ou do doméstico patchouli, me deixa como herança uma hedionda e insuportável dor de cabeça).
Dessa vez, havia um lançamento na parada. No catálogo, a ilustração do perfume o definia com o nome de Unforgetable. Minha mãe observou, avaliou e concluiu que um perfume que chegava com uma fama danada, não poderia ter um nome com tão pouco glamour. Algo de atraente deveria ser providenciado para certificá-lo como chique e emblemático. Uma maquiagem que passava, necessariamente, pela pronúncia. Mamãe então, buscou na ilusão fonética, um argumento para superativar aquele produto. Coisa de marketing, sabe. A partir daquele dia, ela dotou aquele nome de um som mais, digamos assim, globalizado. Batizou-o de ‘unforgetêibol’ (e ainda justificou, resgatando um inglês perdido lá na Escola Normal: ora, table não é mesa em inglês, palavra que a gente pronuncia têibol? Então: unforgetêibol). Foi o lance mais eficaz de aproximação com o anglicismo, por mim percebido, nos estertores da insubmissa década de 1980.
E assim foi durante eras e eras. Até que um dia, o Fantástico exibiu um clipe com a Natalie Cole. Vi na legenda o título da música que ela cantava: ‘Unforgetable’. Reparei bem na pronúncia da moça. Ela falava algo como ‘anfoguerebol’ (que me perdoem pela heresia fonética). Pensei comigo: mas não é o mesmo unforgetêibol da mamãe? E era.
Hoje, exulto remissivamente: mas a mamãe, hein!

sábado, 7 de novembro de 2009

Aí eu já me empolguei!


vitral no paint


Paintbrush


Fui e fiz essa cana da india também no paint.

CANTO NO RIO 2


Belíssimo conto mencionado pelo Flávio, me lembra as inúmeras estórias que a mamãe contava sobre sua difícil infância atravessando baías, igarapés. Sempre permeada por citações até um pouco fantásticas, nossa mãe nos assustava ao falar de cobras grandes, arraias gigantes que a vigiavam quando ia escovar os dentes, ou de uma civilização submersa que ao meio-dia sussurava do fundo do rio para quem por ali se atrevesse a passar. Estórias como a da cobra Norato que se encontra debaixo de Belém e que resolvesse dar uma espreguiçadinha, derrubaria facilmente a Igreja da Sé, povoam o meu imaginário ainda vivo, construído durante minha infância. Nunca vi nada parecido mas é ótimo imaginar seres dessa natureza se perpetuando e ajudando a construir nossa memória. Quem sabe um dia encontremos um pote de ouro como ela encontrou, no fim de cada uma dessas imperdíveis da D. Maria.